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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Colocou um piercing ou fez uma tatuagem? Saiba o que o mercado pensa de você


Imagens e acessórios se tornaram verdadeiros adereços pessoais, mas ainda não são bem vistas pelo mercado de trabalho

Se no passado o uso de tatuagens e piercings era excessivamente mal visto por recrutadores e empresários dos mais diversos segmentos, hoje a situação já não é mais a mesma: os desenhos e ‘brincos’ passaram a ser considerados verdadeiros adereços pessoais, servindo, por vezes, para identificar um pouco mais do perfil profissional de quem se candidata à uma vaga de emprego.

E é aí que mora o problema, afinal, nem sempre uma tatuagem ou piercing, por mais discretos ou exóticos que possam ser, conseguirão agradar a todos.

“Os recrutadores avaliam primeiro as competências do candidato e, posteriormente, sua imagem. O profissional com um perfil como esse pode ser muito bem aceito em uma agência de publicidade, mas nem sempre em outros segmentos, pois muitas companhias ainda têm uma visão equivocada destas pessoas, atribuindo a elas uma certa rebeldia”, diz a especialista em Soluções de RH da De Bernt Entschev Human Capital, Aline Lumi Takushi.

Mas será que apenas observando uma imagem é possível obter dados do perfil de um candidato? De acordo com a psicóloga, Clarice Barbosa, sim, mas essa conclusão apenas será válida se for obtida após uma série de entrevistas que ajudarão a traçar outros aspectos do profissional.

“Quem está avaliando deve evitar o pré-conceito, os esteriótipos e checar, primeiramente, se o candidato está dentro dos padrões exigidos pela companhia. Após uma série de entrevistas e dinâmicas, aí sim, ele poderá ter o seu perfil traçado”, explica.

Como eles veem

Aprovado no quesito competência, o profissional pode então ser avaliado por sua imagem. E não há como negar: uma imagem ainda vale mais que mil palavras.

“Se o candidato se apresentar em uma entrevista com suas tatuagens cobertas, isso contará pontos positivos. A atitude mostrará que o candidato tem consciência, critério e que sabe como certas imagens podem não ser tão bem aceitas pelos demais”, diz Clarice.

Mas e se o desenho for grande demais? Neste caso, a avaliação é outra. “Tatuagens em excesso e muito expostas podem indicar uma vontade desse profissional de atrair o olhar para si, de chamar a atenção do outro. É como se o ele buscasse reconhecimento de um grupo ou, dependendo do conteúdo do que está desenhado, mostrasse a sociedade o que ele gostaria de ser e não é”, explica Clarice.

Segundo ela, em muitos casos as pessoas apresentam desenhos que se tratam de projeções, ou seja, formas de tentar mostrar algo que elas gostariam de ser.

“Ter uma imagem agressiva não significa que ele é violento, mas sim que o colaborador quer passar a imagem de um indivíduo rebelde, transgressor. No fim das contas ele pode se revelar uma pessoa conservadora, que aceita as regras e que é até submissa”, avalia a psicóloga.

Positivo x Negativo

Mas nem sempre essa inversão de valores é verídica. “O tamanho da imagem ou a quantidade de desenhos e piercings podem também demonstrar um verdadeiro aspecto agressivo que deve ser melhor investigado, mas que nem por isso desclassificará o profissional”, diz o consultor da Muttare, Marcos Zimmerl Moreno.

Segundo ele, alguém com um perfil mais agressivo costuma ser muito bom em empresas meritocráticas, na áres de vendas ou em outros segmentos em que esse comportamento seja desejado.

Além disso, um profissional com esse tipo de desenho também pode se destacar por outras características positivas. “Ele pode ser criativo, inovador, liberal e questionador”, complementa Clarice.

Áreas mais aceitas

Para facilitar a entrada de tais candidatos no mercado, os mesmos devem tentar procurar oportunidades em companhias onde seu perfil seja aceito com mais facilidade. Um exemplo de tais empresas são as agências de publicidade, propaganda, comunicação, artes, entre outras. Mas é bom lembrar: o fato da pessoa ter tatuagem ou piercing não significará que ela não possa conseguir um emprego em outros segmentos.

“Empresas com um perfil mais jovem ou que atendem um público mais novo costumam receber bem essas pessoas. Já as companhias mais conservadoras, como as ligadas ao direito e à medicina, nem tanto”, diz Moreno.


quarta-feira, 23 de maio de 2012

Como lidar com a raiva e a tristeza no trabalho


Já se foi o tempo que mascarar sentimentos era a regra de ouro profissional, mas o que fazer quando não dá para segurar o choro no meio do expediente?

São Paulo – “Problemas pessoais? Da porta para fora da empresa”. Você já deve ter ouvido esta "regra" e, em alguns momentos, até tentou segui-la. Mas até que ponto é, realmente, possível separar totalmente sua vida pessoal da profissional? E quando o principal fator para o desequilíbrio emocional está bem ali no meio do expediente?
“Como ser humano você não pode passar por cima das suas emoções”, afirma Neto Pucci, da consultoria J. Pucci. “As emoções que são contidas por motivos de trabalho podem explodir de outras formas, como em uma doença”.

“É natural sentir raiva, tristeza e amor. A questão é como demonstrar e lidar com estes sentimentos”, diz a consultora Lúcia Velasco.

Conheça seus limites

É consenso entre os especialistas que para manter as emoções em ordem diante dos colegas e chefia é preciso ter uma boa consciência sobre si mesmo. “O princípio da sabedoria é conhecer o limite das suas limitações”, afirma Neto Pucci.

Isso significa que é necessário saber o que tira e o que coloca você dos trilhos do equilíbrio emocional. “Você precisa saber exatamente quais comportamentos consegue lidar e com quais você tem mais dificuldade”, diz Lúcia.

Antecipe-se

Com base nesses achados sobre seu temperamento emocional, tenha um plano de emergência em caso de situações extremas. “Sempre que participar de um evento que pode te estressar, faça um planejamento”, aconselha Guilhermos Rego, diretor-geral da Elevartis.

Se a conversa desaguar, por exemplo, em um cenário muito próximo daquele é que é capaz de tirar você do sério, crie alguma estratégia para refrescar a cabeça antes que o problema exploda -  como pedir licença e sair da sala para beber água.

Notifique

Dependendo do nível do problema pessoal, os especialistas aconselham notificar a chefia ou o departamento de recursos humanos. Mas nem sempre é preciso entrar em detalhes. “O fato de você vivenciar alguns problemas não anula o fato de você ser um bom profissional”, afirma Pucci.

Cuidado, no entanto, para não assumir um papel de vitima e se eximir das suas responsabilidades profissionais. “Fique atento para não extrapolar. Se desabafou, volte ao trabalho”.

Se precisar chorar, não reprima o choro. Mas faça isso com discrição, aconselham os especialistas. Agora, “se você chora porque fica lembrando o tempo todo do problema pessoal, é melhor tentar tirar uma licença de alguns dias”, diz Rego.


Fonte: Exame Abril

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Estudo mostra a tatuagem como tendência social e seus impactos nos negócios



O colunista do Administradores.com Flávio Ferrari, diretor da Unit 34, empresa representante da Sevendots no Brasil, acaba de desenvolver o estudo Tattoo Trends, que já foi assunto na coluna do estrategista aqui no site. Registrada em vídeo, a análise sugere conclusões sobre o uso da tatuagem e sua relação com o trabalho e o desenvolvimento pessoal.

Ferrari analisou o intenso crescimento das tatuagens por indivíduos de todos os grupos sócio-demográficos, revelando uma tendência social. O estudo Tattoo Trends foi concluído após um ano de trabalho reunindo entrevistas com pessoas tatuadas, tatuadores, psicólogos e profissionais especializados na observação do comportamento, além da análise e avaliação de outros indicadores correlacionados, como o acompanhamento de discussões em redes sociais. O resultado está condensado em pouco mais de seis minutos do vídeo que identifica os elementos fundamentais e as linhas de força que caracterizam a tendência.

De acordo com o especialista em Inteligência Competitiva da UNIT 34, a tatuagem como forma de expressão é um dos indicadores da transformação decorrente da destituição das autoridades institucionais e da necessidade de construção do self (si mesmo). "Trata-se de uma das mais importantes tendências sociais desta década", afirma.

Flávio Ferrari tem mais de 30 anos de experiência em Gestão Estratégica, Marketing, Comunicação e Pesquisa e foi CEO do IBOPEmedia na América Latina. Ele explica que "estamos falando de pessoas que não acreditam mais em autoridades externas para lhes dizer o que fazer, para apontar o que é certo e o que é errado. São pessoas que decidem suas vidas e que não confiam na perenidade das relações, profissionais ou pessoais. Que não esperam que o mundo lá fora seja seguro, mas que contam consigo para dar conta disso. Pessoas que estão assumindo a responsabilidade por seus destinos e pela própria felicidade. A tatuagem é apenas uma marca visível dessa transformação", declara.

Hoje, Ferrari coordena os cursos de MBA em Gestão Estratégica e Inteligência Competitiva, do IBOPE Educação, por isso seu estudo amplia a visão corporativa sobre a tatuagem e questiona se as empresas estão preparadas para entender e oferecer produtos e serviços que sejam relevantes para esses novos consumidores. E, ainda, se as empresas, quase exclusivamente dedicadas a obter resultados financeiros de curto prazo, serão capazes de reter e incentivar suas equipes e líderes. "A questão estratégica que se coloca é se as organizações estão se planejando para atuar neste cenário e tirar vantagem competitiva do movimento", sentencia.

Já para o italiano Bruno Sfogliarini, sócio da Sevendots especialista em business forecast e modelagem de negócios, "a tatuagem é um caminho poderoso para expressão dessa tendência porque encontra eco nas três lógicas representativas da sociedade moderna apontadas pelo Copenhagen Institute for Future Studies: Dream Society Logic, Industrial Logic e Creative Man's Logic".